
O Padre jesuíta Bartolomeu de Gusmão (o Padre Voador), português, nascido na Colônia Brasil, era também cientista e voltava seus estudos para desenvolver um “instrumento de andar pelo ar”.
O Rei de Portugal D. João V gostou tanto da ideia que financiou o projeto e construção. E assim, em 1709 nasceu a Passarola, autora do primeiro voo bem sucedido por um balão de ar quente. Ganhou popularidade com as demonstrações em escala reduzida desses balões.
No entanto, o desfecho não foi o ideal. O balão voou até o teto da sala da Casa da Índia (Organização que administrava os territórios portugueses além mar) e foi destruído para não incendiar o local.
Os Irmãos Montgolfier, na França em 1794, construíram o primeiro balão tripulado do Mundo e, neste momento, os Portugueses tentaram resgatar a história do Padre Jesuíta, porém, devido a desenhos fantasiosos da aeronave, foi desacreditada.
O Padre, desabonado, foi ainda perseguido pela inquisição por ter amigos judeus. Suas experiências, proibidas ao fundamento de serem “diabólicas”, fugiu de Portugal e morreu pouco depois.
Em Portugal após o fim da Inquisição, as festas ganharam a tradição de soltar balões.
PS: Soltar balão artesanal não tripulado é crime ambiental. A prática pode provocar incêndios em florestas e em áreas urbanas colocando em risco a vida das pessoas.

Fontes:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
GLASMAN, Jane Bichmacher – Visão Judaica 69, junho de 2008.


